Nos dias 20 e 21 de maio, a FETARN
em conjunto com os Polos Sindicais e todos os Sindicatos de Trabalhadores e
Trabalhadoras Rurais do Estado, novamente se mobilizarão para realizar o Grito
da Terra Rio Grande do Norte, uma atividade anual que já faz parte da agenda da
entidade. Por ser um ano atípico (copa do mundo e eleições majoritárias), a
Diretoria da FETARN considera o ato
como algo de vital importância para a classe trabalhadora rural, já que reivindicarão
direitos, para as diversas comunidades rurais, que apesar das poucas chuvas, ainda
estão sofrendo com as consequências da estiagem prolongada no semiárido
potiguar e com a ausência de investimentos em ações estruturantes para a
convivência com o semiárido.
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Durante os 2 dias, os Sindicalistas e Agricultores
Familiares ficarão mobilizados na Capital do Estado, protestando e negociando com
os diversos órgãos de governo a exemplo do INCRA, Delegacia Federal do MDA,
Ministério do Trabalho e Emprego, Secretaria Estadual de Agricultura, Agentes
Financeiros e outros).
A mobilização, que é organizada pela FETARN, objetiva denunciar, à sociedade, o descaso e o abandono dos agricultores (as) nos últimos anos, principalmente durante a prolongada estiagem, que ainda sofre com os prejuízos à classe trabalhadora.
Dentre as políticas anunciadas pelos
governantes, a FETARN destaca que a grande
maioria delas ainda não está sendo implementada de fato pelos Governos Federal
e Estadual, e que muitas delas, são consideradas insuficientes, já que algumas
dessas iniciativas fortalecem apenas a lógica da Indústria da Seca e reforçam ainda
mais, a ideia equivocada de que o único problema é a falta d’água ou a pouca
chuva, quando na verdade trata-se de um problema político de privilegiar
megaprojetos e megaeventos ao invés de se garantir direitos e democratização no
acesso a água, terra, assistência técnica, etc.
A pauta do “Grito da Terra RN” que vem
sendo construída pela FETARN, a
partir das reuniões realizadas nos polos sindicais do Estado, compreende dentre
os diversos pontos, a criação de política de recursos hídricos para
universalizar o acesso à água no estado; a renegociação de dívidas e
financiamento para estruturação produtiva da agricultura familiar; além do incentivo
à produção de alimentos da agricultura familiar com redução de tarifa de
energia e aquisição desses alimentos pelos programas de compras governamentais;
e ainda pontos reivindicatórios considerados históricos na luta da FETARN, como é o exemplo da desapropriação
de imóveis rurais pelo INCRA e infraestrutura para os assentamentos de reforma
agrária, entre outros.
Por Gilberto Silva - Assessor
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